Sobre mim

Oi pessoal, me chamo Clarissa, tenho 25 anos, nasci em Palmares e morei em Recife, Pernambuco. Desde criança quis fazer arquitetura e em 2013 ingressei na universidade pra cursar arquitetura e urbanismo. Foi quando eu estava na faculdade que toda a ideia de morar fora surgiu, e meu planejamento foi o mais bagunçado que eu já vi, então resolvi contar um pouco dessa história e quero poder ajudar você porque eu sei bem como é se sentir perdido e ansioso nessa fase.

Quando a ideia surgiu:

Depois de 4 anos de curso, vi que estava prestes a me formar e não me sentia completa, não me via exercendo a minha profissão, queria algo a mais. 

Sabe quando a vida tá parada demais, quando você já tá cansada da sua rotina e sua zona de conforto?! 

Era assim que eu me sentia e aí comecei a pensar em largar a faculdade. 

Como escolhi o destino:

Na época tinha uns amigos no Canadá e tenho família em Toronto, na minha cabeça não tinha como ser outro país. E por mais que eu gostasse de acompanhar meus amigos em Vancouver, a cidade ideal para mim era Toronto, onde eu tinha o apoio da família. 

O meu objetivo:

Meu objetivo era vir o quanto antes pra aprender inglês, porque eu não sabia nada de inglês e fazer design de interiores aqui, que era a área que eu queria me especializar. Porque eu vi que só a formação no Brasil não ia me servir.

Saindo da zona de conforto:

Em 2016, os primeiros 6 meses foram de “eu quero, eu quero, eu quero”, mas eu não começava a me planejar, porque nem eu sabia por onde começar nem como eu ia convencer meu pai porque um intercâmbio é caríssimo. 

Depois de 6 meses minha vida mudou um pouco, depois que minha irmã foi para os EUA passar 40 dias e resolveu estudar por lá nos próximos 6 meses, meu pai resolveu voltar pro interior e eu fui morar na casa da minha mãe em outro bairro em Recife. E foi aí que comecei a fazer algo pra realizar meu sonho, eu estava procurando quadrinhos no Pinterest pro meu novo quarto na casa da minha mãe, quando achei um com a frase: “os seus sonhos estão a um passo da sua zona de conforto”. 

Aí eu comecei a entender que se eu queria muito eu ia ter que sair da minha zona de conforto, comecei procurar estágio em arquitetura, e quanto mais eu procurava estágio mas eu tinha certeza que não queria que exercer arquitetura lá, estava muito difícil. Aí eu pensei, vou fazer uma coisa que eu gosto, organização de ambientes, porém devido aos meus problemas de coluna e ao tempo que você leva pra conquistar clientes eu desisti porque eu queria uma coisa rápida, afinal eu precisava urgente tirar meu passaporte e vistos, e foi aí que eu comecei a vender bijuterias na faculdade. 

Os documentos:

Vendi bastante bijuteria e consegui resolver toda a documentação. Eu tive que tirar o passaporte de novo porque meu passaporte estava no carro do meu pai e esse carro foi roubado. Perdi junto o meu visto americano. Então a documentação foi do zero, agendamento com direito a greve na casa da moeda, mais entrevista no consulado americano que é bem tenso, depois aplicação do visto canadense online porque não tinha consulado canadense em Recife, então eu teria que mandar meu passaporte para São Paulo, foi vendo os passo a passo na internet que eu tirei meu visto de turista, na época não existia o ETA que é uma autorização eletrônica bem rápida de fazer para quem já tem visto americano, então esse foi meu primeiro desafio, sem entender inglês, ir seguindo um passo a passo na internet sem saber nem o que estava fazendo. [risos]

Quanto tempo eu queria morar fora?

Eu tranquei a faculdade e pensava da seguinte forma: tenho 2 anos pra testar como vai ser no Canadá e ver se tudo vai dar certo e se der errado eu volto pro Brasil pra continuar Arquitetura na Universidade. Como eu ia fazer com o visto eu não sabia de fato.

Os gastos mensais:

Eu dormia e acordava planejando um jeito barato de sobreviver, porque todos os orçamentos que eu fazia e mostrava ao meu pai era fora de cogitação. Eu perguntava aos meus amigos intercambistas quanto eles gastavam por mês e não cabia no meu orçamento, intercambistas sempre gastam mais pelo fato de tá comendo sempre fora, pagando pra conhecer os lugares, indo pra baladinhas todos os dias, e tudo isso faz parte de uma vida de intercambista. Mas como eu queria morar eu tinha que arrumar um jeito de mostrar ao meu pai que ia ser pelo menos parecido com meus gastos do Brasil, na época o dólar canadense estava 2,50. Toronto é uma cidade cara. A média de gastos é entre 1.500-2.000 dólares mensais.

A minha estadia em Toronto:

Como eu tinha família em Toronto eu pensei em falar com meu tio pra me receber por um tempo, até eu conhecer a cidade e saber onde e como procurar um lugar pra morar. A coisa mais difícil era procurar um lugar pra morar sem conhecer o lugar, sem saber quais áreas eram boas, se era perto de estação. Você que está lendo isso tem sorte, porque hoje eu posso te ajudar com isso.

Onde eu iria estudar:

Pedia indicação de escolas aos meus amigos e pesquisava na internet os valores, era absurdo de caro. Escola nos sites na maioria das vezes são muito mais caros, você consegue possíveis descontos com empresas que tem parceria, no caso eu hoje tenho parceria e posso conseguir descontos pra você. Eu estava quase desistindo de estudar quando eu tive a ideia de falar com a minha tia que mora em Toronto, e ela tinha contato de um professor de uma escola pública e eu conseguiria assistir aula nessa escola por 3 meses para aprender o básico.

Planejamento financeiro:

Além da estadia e a escola garantida, minha documentação já estava pronta pelos próximos 6 meses, então eu precisava da passagem e dinheiro para os gastos mensais. O que aconteceu foi que minha tia tinha milhas e me ofereceu a passagem e minha avó que me prometia um carro de presente na minha formatura resolveu antecipar para que eu pudesse vender e ajudar na minha viagem. Sim, esse foi todo o dinheiro que eu viajei. Consegui fazer com que meu gastos nos primeiros meses fosse em torno de 800$. E graças a Deus tinha meu pai iria me ajudar financeiramente. Então eu não tive um planejamento financeiro. Acredito que era da vontade de Deus e tudo conspirou a favor.

As minhas referências:

Eu não sei se na época (2016) existiam muitos instagrams sobre Canadá como tem hoje, porque eu não tinha ninguém pra acompanhar como você pode me acompanhar hoje no @vivendonocanada. Mas todas as vezes que eu pesquisava algo no Google, era a Gaby no Canadá quem me guiava com as maravilhosas dicas no blog dela.

Minha comunicação em inglês:

Nunca estudei inglês de verdade, então minha comunicação era zero, o que me fazia depender da minha irmã (que depois de 6 meses nos USA veio junto comigo pro Canadá) então eu dependia dela para absolutamente tudo. Não indico, se você tiver a oportunidade de pelo menos aprender o básico enquanto estiver no Brasil, é o melhor que você pode fazer. Inclusive foi terrível minha primeira imigração porque eu não entendia nada e fiquei muito nervosa.

Como arrumei as malas:

Acredite se quiser, foi tudo tão louco que quando minha tia me ofereceu a passagem faltavam 8 dias pro dia da viagem, e eu estava terminando a faculdade, fazendo tratamento dentário, resolvendo toda a papelada de procuração, que esqueci de providenciar as coisas da viagem. Como eu estava numa fase de mudança e desapego eu resolvi que não ia levar quase nada. Não comprei nada, não pesquisei nada que eu precisava ter e minha tia do Brasil me emprestou uns casacos porque afinal estávamos em dezembro (início de inverno no Canadá), e eu fiz a mala na hora de ir pro aeroporto, não sei o motivo disso. Na minha mala tinha 1 short, umas 5 blusas, 2 tênis e as roupas de inverno da minha tia. Além de bolo de rolo e queijo do reino, haha. Como eu ia pro EUA encontrar com minha irmã antes de ir pro Canadá, eu resolvi que ia comprar o que eu precisava lá porque era muito mais barato.

Então, aprendi com todos os erros que eu cometi e com a minha experiência desses últimos anos eu quero ajudar você a planejar o seu intercâmbio ideal. Clica aqui e descubra como seria seu intercambio ideal e saiba por onde começar o planejamento para essa experiência incrível.